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segunda-feira, 25 de julho de 2011

População carcerária aumenta 118% em decorrência da lei antidrogas

Foto: Reprodução de InternetA lei 11.343, de agosto de 2006, mais conhecida como "lei antidrogas", está contribuindo para a superlotação dos presídios, de acordo com a "Folha de S. Paulo".
A intenção era que os usuários de drogas fossem advertidos sobre os efeitos dessas substâncias, comparecessem a programas ou cursos educativos e prestassem serviços à comunidade.
Porém, a realidade é que de 2006 a 2010 o número de prisões por tráfico chegou a 86,6 mil (aumento de 118%).
No mesmo período, a população carcerária aumentou 37%, somando 496,2 mil detentos.
Luciana Boiteux, professora de direito da UFRJ, afirmou que a situação decorre de duas razões: a pena mínima por tráfico subiu de três para cinco anos e usuários vêm sendo punidos como traficantes.

Agentes afastados da UIM vão à Central de Polícia fazer BO contra Sepaz



Os 25 agentes da Unidade de Internação Masculina (UIM), que foram afastados das funções no mês de junho, foram nesta segunda-feira (25) à Central de Polícia, no Prado, fazer um Boletim de Ocorrência (BO) contra a superintendente da UIM, Mônica Sarmento, e o Secretário de Estado de Promoção da Paz (Sepaz), Jardel Aderico. 

Os agentes alegam ainda que vão entrar com um processo de calúnia e danos morais no Juizado especial Cível e Criminal porque, depois das demissões, a superintendente acusou os 25 de tortura e espancamento contra os reeducandos.

Um dos agentes afastados que trabalhou como ex-coordenador de fiscalização da UIM, Givaldo Santos, disse que os funcionários da UIM ficaram 42 dias sem trabalhar aguardando uma justificativa da superintendente para o afastamento. A resposta de Mônica Sarmento chegou há 15 dias.

Segundo Givaldo, a superintendente respondeu aos 25 agentes afastados que todos estavam demitidos das funções. “Vimos a declaração da superintendente publicada nos sites de notícias dizendo que nenhum dos agentes afastados voltaria as funções e que estavam demitidos. Por isso, procuramos um advogado e viemos até a Central de Polícia fazer o BO contra a Sefaz e a superintendente da UIM”, diz Gilvado.

Outro que trabalhava como fiscal da equipe de monitores da UIJA, Elvis Paulo Alves, denunciou que dois dias após o protesto feito no dia do anuncio do afastamento dos 25 agentes, que bloqueou a Avenida Durval de Góes Monteiro, a superintendente contratou policiais militares e outros agentes do Gape para cuidarem da segurança dos reeducandos. Os agentes afastados denunciaram que os atuais trabalham armados.

A Gazetaweb tentou entrar em contato com o secretário estadual Jardel Aderico e com a superintendente Mônica Sarmento, na tarde desta segunda-feira. O secretário Jardel Aderico não respondeu às ligações porque estava em Arapiraca acompanhando a visita da presidente Dilma Rousseff. Mônica Sarmento não atendeu às ligações.



Fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=237274

Alagoas está no topo da lista dos estados com mais homicídios do país


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No mapa da violência, um lugar se destaca no Brasil: Maceió (AL). É a cidade onde os pais temem pela vida de seus filhos e os filhos choram a morte dos pais. Durante duas noites, a equipe de reportagem do Bom Dia Brasil acompanhou o trabalho de policiais na capital. Encontrou tristeza, descaso e, sobretudo, impunidade.
Anoitece em Maceió. É o prenúncio de mais um fim de semana de violência na cidade. A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil acompanha uma noite na rotina dos policiais na sexta-feira (22), justamente quando aumenta o índice de criminalidade.
Em uma sala, há todo um sistema integrado monitoramento. Os policiais recebem as ocorrências e, da sala, partem para atendê-las. “Infelizmente, já começamos desta forma”, lamenta um policial.

A equipe de reportagem segue a viatura. Quinze minutos depois do chamado, às 20h, várias outras equipes já haviam chegado para atender a ocorrência. “Certamente com droga. O que é que ele veio fazer? Ele tinha 16 anos”, indagou Elísio Alves, pai da vítima.
De acordo com o mapa da violência, último levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça e pelo e Instituto Sangari, Alagoas ocupa o topo do ranking da violência no Brasil. São 60 homicídios a cada 100 mil habitantes.
A equipe de reportagem do Bom Dia foi informada pela Polícia Militar que em outro local da cidade aconteceu mais um homicídio, mas a equipe decidiu ficar à espera da perícia. “Depende como está a situação lá fora. Tem casos que não demora e o pessoal chega rápido, mas tem casos que sim”, afirmou o sargento Marcos Viana, da Polícia Militar de Alagoas.
Em 50 minutos, os primeiros peritos chegam ao local. “A dificuldade é grande. Nós somos cinco peritos, no máximo, por dia para responder pelo estado todo”, conta o perito José Fernando da Silva.
A Associação Brasileira de Criminalística recomenda que a cada cinco mil habitantes haja um perito. Em Maceió, o ideal seriam 600, mas a equipe é de 40. O Instituto de Criminalística na capital também não está equipado com laboratórios de toxicologia, química e biologia, o que torna quase impossível a analise cientifica das provas recolhidas pela polícia.

“Atualmente não tem dado as respostas de que precisa. O perito tem de ter os subsídios do laboratório para confirmar ou refutar a hipótese que ele está defendendo naquele caso”, afirma Rosa Coutinho, diretora do Instituto de Criminalística de Alagoas.
Logo na recepção, o flagrante da falta de estrutura: a fiação exposta coloca em risco o funcionário. Mas este é o menor dos problemas. Um médico legista conta que muitos exames dos exames necessários em caso de homicídio não poderão ser feitos por falta de material e estrutura.
“Em relação à perícia, que eu falo, que a gente faz hoje aqui, a que se fazia há 30 anos. É basicamente a mesma coisa. A única coisa que melhorou foi a questão da identificação. Só. Mas, no exame em si, de melhorar, de poder elucidar alguma coisa, nada. Nenhuma necrópsia. Tudo o que naquela época se fazia a gente faz hoje”, relata um médico legista.
Por onde a equipe passou, constatou-se a falta de higiene. Não há espaço sequer para armazenar os corpos. “Quando não tem, a gente manda enterrar e depois desenterra. Não tem como ficar aqui”, acrescenta o médico legista.
A ausência de uma estrutura adequada levou o IML a queimar, logo após a perícia, as roupas e o lençol que enrolavam o corpo da estudante de fisioterapia Giovana Tenório, assassinada no início do mês passado. Segundo o diretor, não há onde guardar as provas no instituto.

“Quando o legista acha necessidade de recolher esse material, é feito isso e torna-se um caminho de custódia. Como não houve nesse caso, obviamente para o legista não tinham importância aquelas vestes. Para os peritos criminais, provavelmente também não, porque se tivessem teriam guardado”, explicou Gerson Odilon, diretor do Instituto Médico Legal de Maceió.
Todas essas deficiências contribuíram para que Alagoas integrasse outro ranking: segundo o Conselho Nacional do Ministério Público, há 3.944 processos de homicídio não concluídos no estado. Rodrigo Cunha é advogado e ainda sofre a dor da perda dos pais: a deputada federal Ceci Cunha e o marido dela, assassinados em uma chacina quando ele tinha 17 anos. Alguns dos suspeitos chegaram a confessar o crime em um vídeo feito pela Polícia Federal, mas todos os envolvidos permanecem em liberdade.
“Isso, para a família, é como se fosse uma faca que continua sangrando. A gente precisa, tanto para diminuir um pouco essa sensação de impunidade, que se chegue ao fechamento final desse processo e que se chegue, pelo menos, ao júri, que é o que a gente vem buscando há mais de 12 anos”, lamentou o advogado Rodrigo Cunha.
“Esta é a nossa dificuldade, porque nós temos diversos crimes para julgar. O estoque de crimes passa muitos anos para ser julgado. Isso porque nosso sistema judiciário também é pequeno. Temos também a questão da nossa perícia, que não está aparelhada para que a prova material ligue aquele criminoso ao seu ato delituoso. Por fim, nós temos também uma polícia judiciária, que é a Polícia Civil, ainda muito lenta”, declarou Dário César Cavalcante, secretário de Defesa Social de Alagoas.
O secretário de Defesa Social de Alagoas também reconheceu as deficiências da perícia. O Instituto de Criminalística afirmou que já solicitou ao governo do estado a realização de um concurso público para contratação de novos peritos.
Fonte: 
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/07/alagoas-esta-no-topo-da-lista-dos-estados-com-mais-homicidios-do-pais.html









‘Não temos nada o que comentar’,diz Nonô sobre matéria da Globo






‘Não temos nada o que comentar’, diz Nonô sobre matéria da Globo
O vice-governador do estado José Thomas Nonô conversou com a imprensa durante o Seminário Nacional do Poder Judiciário, em Alagoas, e comentou a matéria, exibida na manhã desta segunda-feira (25), no telejornal Bom dia Brasil, da Rede Globo. Nonô afirmou que o estado não tem o que comentar sobre os dados mostrados, uma vez que os números correspondem à realidade vivida.
“Não temos nada o que comentar. Nós estamos diante de um problema de grande magnitude. Abrimos o estado para que todos possam conhecer a realidade e o problema. O que ninguém pode esperar é um resultado rápido e imediato”, colocou Thomas Nonô.
A matéria mostrou que Alagoas é o único estado do país, que lidera todos os rankings sobre a violência. De acordo com os dados, no estado são registrados 60 homicídios para cada 100 mil habitantes.
Porém, o vice-governador ressaltou que o número de inquéritos de homicídios sem conclusão não corresponde ao real dado. “Na matéria eles mostraram um número muito além da realidade com 3.944 mil inquéritos. Isso poderia ser retificado”, concluiu.
Fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/2011/07/25/nao-temos-nada-o-que-comentar-diz-nono-sobre-materia-exibida-na-globo

Boas Vindas a Presidenta Dilma Rousseff


Presidenta Dilma Rousseff, Alagoas lhe oferta suas mais respeitosas e calorosas boas vindas!
Sua chegada a nossa terra é esperada. Sua presença entre nós nos entusiasma. Enfim, esta é sua primeira passagem por nosso estado no período pós eleições de 2010, lembrando que na campanha para a Presidência sua agenda nos descartou de seu roteiro.
Por quais motivos na campanha à sucessão presidencial a Senhora deixou de vir a nosso estado apresentar suas propostas para nosso país?
Não sabemos, ao menos oficialmente!
Mas é certo que sua figura por estas bandas nos enche de esperança de que Alagoas, estado por vezes autonegligenciado por seus gestores, possa ver luzes em um túnel que parece errar na escuridão perene e sem fim.

Por exemplo, Senhora Presidenta, trará a Senhora alguma perspectiva para a renegociação da dívida que consome milhões de reais preciosos e indispensáveis para investimentos em Alagoas?
Na ladainha histórica da falta de recursos para ações em saúde, educação e segurança para os alagoanos e alagoanas, pelo menos neste quesito nossos gestores têm tido razão. Alagoas paga valores extremamente altos, e injustos, para arcar com a dívida de quase R$ 7 bilhões que nos aniquila cotidianamente.
E sobre o Programa de Aceleração do Crescimento? A Senhora trará alguma boa nova? Sabemos que o PAC em Alagoas “empacou” de vez. Os investimentos em infraestrutura chegam em migalhas (quando chegam!) e o Canal do Sertão, neste passo, estará pronto daqui a um século. Nossas rodovias federais carecem de duplicação, reforma, modernização...
E o Minha Casa, Minha Vida? Será ampliado em nosso estado, Senhora Presidenta? O ritmo do Programa diminuiu e milhares de eleitores sem morada lhe confiaram o voto na crença de conquistarem o “lar doce lar” com incentivo do governo. E agora José? E agora Rousseff? Que lhes dizer...
Senhora Presidenta, a senhora dirá aos brasileiros, direto de solo alagoano, que vai fazer a “faxina moral” que há anos todos nós sonhamos e que seu antecessor e mentor não foi capaz de fazê-la.
Sim, porque os fatos são contudentes: não se troca de ministro da Casa Civil ou de ministro dos Transportes como se troca de roupa. E nas Minas e Energia? E nos demais feudos ministeriais e departamentais mantidos há anos pela “base aliada”? Teremos ação de limpeza ética à altura?
E por fim: em um dos estados mais miseráveis do país, que ação anunciará a Senhora a fim de trazer emancipação, de fato, para a legião de famintos e analfabetos alagoanos que vivem do Bolsa Família?
Que sua segunda-feira feira em Maceió e Arapiraca sejam produtivas, Senhora Presidenta.
Alagoas lhe abraça e muito espera de sua gestão.

"É uma iniciativa louvável do Judiciário discutir segurança", diz Thomaz Nonô


Os trabalhos do Seminário Nacional Poder Judiciário e Segurança Pública, que se realiza nesta segunda-feira, no plenário do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), foram iniciados com uma mensagem de saudação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, que destacou o caráter disciplinar do evento, diante dos temas e palestrantes de diversas instituições ligadas ao Judiciário e a Segurança Pública.
“Quero saudar as autoridades presentes nas pessoas da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carmen Lúcia Antunes, e do ministro de Estado da Defesa Nelson Jobim. A lista de palestrantes e de debatedores já mostra o quão será profícuo este seminário pela interdisciplinariedade dos temas abordados. O senhores terão oportunidade de debater temas de extrema relevância no campo da segurança pública”, ressaltou o ministro Peluso.
O ministro citou, na mensagem, o trabalho desenvolvido pelo CNJ em parceria com o Judiciário fluminense, nos complexo do Alemão e da Penha, onde foi instalado um projeto que leva serviços jurídicos aquelas comunidades. “Em linha com a atuação multidisciplinar, vale ressaltar o projeto “Justiça Aqui”, instalado no Complexo do Alemão e da Penha para aproximar o Judiciário do cidadãos, com serviços jurídicos fundamentais a essas comunidades”, acrescentou.
Justificando a impossibilidade de comparecer ao evento, o presidente do CNJ desejou êxito nas discussões do seminário. “Espero que os trabalhos de hoje possam redundar, em um futuro próximo, em mais segurança e justiça aos cidadãos brasileiros”, pontuou.
Em seguida, o vice-governador do Estado, José Tomaz Nonô enalteceu a iniciativa do Judiciário, destacando a importância do seminário para discussão de diretrizes e experiências bem-sucedidas na área da segurança pública. “É uma iniciativa louvável do Poder Judiciário discutir segurança num Estado que ainda tem altos índices de violência”.
Representando a Presidência do CNJ, o conselheiro e jurista Ives Gandra Martins afirmou que a segurança pública deve ser prioridade nas discussões atuais. “Estamos aqui para compartilhar e aprender com as experiências exitosas no combate à violência em outros pontos do país. Nosso desejo é o de contribuir para um Judiciário melhor e para uma sociedade mais justa”.
Presidente do TJ ressalta espírito de cooperação das entidades ligadas à Justiça
O presidente do Tribunal de Justiça e anfitrião do evento, desembargador Sebastião Costa Filho, enfocou o diálogo como instrumento capaz de fazer aflorar o espírito de cooperação das entidades que se dedicam a Justiça. “Segurança passa por diversos fatores, como a desigualdade. É papel dos poderes evitar o estado de insegurança e medo”, salientou o chefe do Judiciário, elecando como propósitos do seminário a formulação de novos paradigmas e a reflexão sobre a atuação do Judiciário e das instituições envolvidas com a área de segurança pública, na garantia dos direitos dos cidadãos.
Ao final do breve pronunciamento, o presidente do TJ/AL agradeceu aos ministros presentes pela generosidade de compatibilizar suas agendas e comparecer ao evento.
Mesa solene
Compuseram a mesa solene o presidente do TJ/AL, desembargador Sebastião Costa Filho, o vice-governador José Tomás Nonô; a ministra do STF e vice-presidente do TSE, Carmen Lúcia; os conselheiros do CNJ, Ives Gandra Martins e Paulo Tamburini – idealizador do seminário; presidente do Superior Tribunal Militar (STM); ministro Álvaro Luiz Pinto; ministro de Estado da Defesa; Nelson Jobim; ministro do STJ e TSE, Gilson Dipp; presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Paulo Roberto de Oliveira; o presidente do TRE/AL, desembargador Orlando Manso; a presidente do TRT 19ª Região, Wanda Maria Lustosa; presidente da OAB/AL, Omar Coelho; procuradora regional da República em Alagoas, Niedja Kaspari; procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes; defensor público geral de Alagoas, Eduardo Campos Lopes.
  • Mais fotos
  • Público do seminário lota o plenário da Corte Estadual
  • Ministra Carmem Lúcia
  • Ministra do STF e vice-presente do TSE, Carmem Lúcia Antunes, durante palestra.
  • Desembargadores do TJ com autoridades nacionais no Seminário Poder Judiciário e Segurança Pública
  • Mesa de honra na abertura do Seminário Nacional Poder Judiciário e Segurança Pública
  • Ministro de Estado da Defesa, Nelson Jobim.


Agentes Penitenciários Estaduais cobram reajuste salarial e reaparelhamento da categoria



NATAL - Em reunião ocorrida com o Secretário Chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado cobrou reajuste salarial e reaparelhamento da categoria. Na ocasião, representantes dos Agentes Penitenciários do Estado apresentaram a pauta de reivindicações ao Governo, que tem como pontos principais o reajuste e o aparelhamento dos agentes.

Reconhecendo as dificuldades financeiras do Governo, o Sindicato esperou o final das greves das outras categorias, para, com calma, conversar sobre assunto. Um relatório foi entregue ao Secretário Chefe do Gabinete Civil com a tabela de reajuste e a atual situação do sistema penitenciário do Estado.

Diferentemente das outras categorias, os Agentes Penitenciários não possuem um Plano de Cargos, Carreiras e Salários e dependem de uma mensagem a ser enviada para a Assembléia Legislativa para ter alterado os vencimentos.

Com o relatório em mãos, Paulo de Tarso disse que não poderia afirmar uma data específica para anunciar o reajuste e o percentual, mas que até setembro teria uma resposta afirmativa sobre o assunto. "Os agentes não serão tratados de forma discriminatória nem diferente das outras categorias, tudo será feito com maior clareza e responsabilidade", disse o secretário.

Também presentes a reunião, o presidente da Assembléia Legislativa, Ricardo Motta, e a deputada Gesane Marinho, assumiram o compromisso de celeridade do projeto que será apresentado na Assembléia para o reajuste dos vencimentos da categoria. Com relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários, será formada uma comissão com representantes do Sindicato e da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) para discutir e apresentar uma proposta.

Outro ponto importante abordado na reunião foi o aparelhamento e o número de Agentes Penitenciários. Na Consultoria Geral há um projeto de criação de 600 vagas, mas a análise definitiva vai depender da saída do Estado do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, porém, doze vagas já poderão ser preenchidas ainda este ano pela vacância do quadro já existente.

O secretário da Sejuc, Thiago Cortez, disse que o Estado já recebeu dois carros cela, doados pelo Governo Federal, para auxiliar o trabalho dos agentes e que ainda vai propor ao Conselho Estadual do Fundo Penitenciário que sejam investimentos de mais R$ 400 mil reais para a compra de mais dois carros cela, armas e coletes.

Outra boa notícia foi a perspectiva, para a próxima semana, da assinatura da ordem de serviço para a construção de duas cadeias públicas, uma em Ceará-Mirim e outra em Macau. "Sabemos das dificuldades do sistema penitenciário, que é um problema nacional, mas, pela determinação da Governadora, estamos tomando providências o mais rápido possível, para dar tranquilidade a quem trabalha no setor e dignidade aos apenados", concluiu o secretário.



Fonte: http://www.correiodatarde.com.br/editorias/policia-64180

domingo, 24 de julho de 2011

Sindapen se reúne nesta terça-feira com Conselho Estadual de Segurança

Neste final de semana os agentes penitenciários haviam marcado uma paralisação de 48 horas. Após a suspensão a direção do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen) divulgou que nesta terça-feira (26) irão se reunir com o presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), Delson Lira.
O assunto principal da conversa é o impasse sobre a escala de trabalho e o aumento de 160 para 196 horas semanais.
A paralisação de advertência foi suspensa depois que a Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap) recuou da medida. Mas a proposta, que já foi aprovada pelo Conseg, é considerada ilegal pelo Sindicato, com isso a caberá agora à Procuradoria Geral do Estado (PGE) dar a última palavra.
Caso a PGE dê parecer favorável à proposta que aumenta a escala de trabalho dos agentes, o Sindicato promete ingressar com mandado de segurança.