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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sem direito a regalias, Talvane vai para o presídio Baldomero Cavalcanti

Celas, sem regalias, estão sendo preparadas para receber apenas um preso cada uma
O médico e ex-deputado federal Talvane Albuquerque, condenado nesta manhã a 103 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da também deputada federal Ceci Cunha e mais três familiares, será transferido no início da próxima semana para uma cela especial do Presídio Baldomero Cavalcanti. Até lá, Talvane ficará na Casa de Custódia 2, no Farol, para onde foi levado nesta quinta-feira (19), após ter passado algumas horas na carceragem da Polícia Federal de Alagoas.
A ala especial - para presos já condenados - do Baldomero estava interditada pela Justiça desde novembro do ano passado. As reformas, que começaram hoje, seguem em ritmo acelerado para receber Talvane, que pode ser transferido ainda na segunda-feira que vem (23), segundo o diretor administrativo da Diretoria das Unidades Presidiárias (DUP), Milton Pereira.
Essa era a ala onde estava preso o ex-tenente coronel Manoel Cavalcante, e que foi fechada pelo juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais. O magistrado entendeu que os presos estavam tendo muitas regalias e que as celas não seguiam o padrão determinado pela Justiça.
O ex-deputado Talvane Albuquerque começará a cumprir sua pena em uma das doze celas individuais do setor, que têm 4m x 2,5m e são destinadas a presos com nível superior. Nas celas, nada de televisão, frigobar ou computador. A única regalia, segundo o diretor administrativo do Baldomero Cavalcanti, Eduardo Melo, é que eles não irão ter contato com os outros presos.
Do lado esquerdo do corredor, ficarão presos que possuem ensino superior, porém não têm mandato eletivo, como é o caso de Talvane Albuquerque e do ex-deputado Francisco Tenório, que será encaminhado para a mesma ala.
Do outro lado, serão alocados os presos de Estado Maior, aqueles que têm algum mandato ou são advogados, juízes, entre outros cargos do Judiciário. Esses, ao contrário dos demais presos especiais, não ficam “atrás das grades”: as portas de suas celas são de madeira, cujas chaves ficam em posse dos presos.
“Eles têm a chave de suas celas porque estão ali por determinação da Justiça Federal”, explicou Eduardo Melo.
Do lado oposto ao do seu irmão, estará José Maria Tenório. Ao contrário de Francisco Tenório, que é apenas bacharel em Direito, José Maria tem registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, por isso, é considerado preso de Estado Maior.
A reforma
Em um dos lados da ala especial, estão sendo trocadas as portas de madeira por outras de ferro. Já na parte destinada aos presos de Estado Maior, novas portas de madeira estão sendo colocadas. 
Os sistemas hidráulico e elétrico também estão sendo trocados. A ala receberá, ainda, uma pintura geral, segundo Mônica Albuquerque, chefe do Núcleo de Engenharia do Sistema Prisional.
A reforma foi determinada pela Superintendência Geral do Sistema Penitenciário e está sendo executada por presidiários.
Fotos

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